Somos um Serviço Cristão, de Renovação Espiritual, a serviço da fé, numa ótica emergente e convergente. Tendo em vista o aperfeiçoamento, crescimento e amadurecimento do ser cristão no mundo de hoje.

A FÉ É A CERTEZA DAQUILO QUE NÃO SE VÊ - Hb 12

  

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RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – RCC

Ministério de Formação

 

PASSOS,CAMINHOS E DESAFIOS DO MINISTÉRIO DE FORMAÇÃO

2010 – 2011

 

Apresentação:

“A eficaz atuação dos leigos na evangelização exige profunda e séria preparação, com a finalidade de favorecer o amadurecimento e o exercício da liberdade e dos carismas. O leigo necessita, igualmente, de vida interior e espírito de responsabilidade. Isso supõe formação espiritual adequada, tanto mais que o ambiente cultural da sociedade atual freqüentemente é orientado em sentido contrário aos valores cristãos. É portanto necessário criar condições para que os leigos católicos encontrem mais facilmente os caminhos da descoberta e do aprofundamento de uma espiritualidade cristã, baseada na oração pessoal e comunitária, na leitura da Bíblia e na vida sacramental, capaz de sustentá-los em sua atuação no mundo - na realidade da família, da educação, do trabalho, da ciência, da cultura, da política, dos compromissos sociais e civis - para testemunhar o Evangelho e transformar a sociedade”.[1]

         Como todos sabem, o ministério de formação da RCC é o guardião dos carismas, da identidade, da unidade e da missão. Somos uma corrente de graça, uma espiritualidade e um movimento, dotado de certa estrutura de serviço, que tem a missão de possibilitar que essa corrente de graça possa chegar com fidelidade a todas as pessoas.

         A formação na RCC visa exatamente responder a um apelo na igreja. Como diz o documento da CNBB, que os leigos têm que ter uma “profunda e séria preparação”, para que sua missão se torne eficaz na sociedade. O que se deseja com isso? O documento responde: “O amadurecimento e o exercício da liberdade e dos carismas”. Observe três coisas importantes: amadurecimento (maturidade), exercício da liberdade e carismas. Todos nós da RCC precisamos de formação para o nosso crescimento e maturidade, para que vivamos nossa liberdade com responsabilidade e servir a comunidade com os carismas de forma equilibrada.

         Ora para que possamos ter “vida interior e responsabilidade”, precisamos – diz o documento 62 da CNBB – de “Formação espiritual”. Neste ponto, gostaria de dizer que a expressão formação espiritual tem sentido muito profundo. Não é qualquer formação. É aquela que visa imprimir no homem de hoje a “imagem de Jesus”. Todos de certa forma recebemos uma “formação espiritual”, seja ela boa ou má. Compete por isso, a nós da RCC exercer essa missão formativa. É claro que não podemos e não devemos fazer reducionismo neste aspecto. Não somos uma espiritualidade exclusiva mais inclusiva. Somos um movimento essencialmente leigo e ministerial. Todos são chamados a abraçar uma missão.

         O CNRCC, diz: “...que as lideranças não resistam a formação, mas que busquem incessantemente, com humildade e desejo de crescimento em conhecimento e graça”. Não é mais possível aceitar que servos continuem de forma consciente a evitar a formação seja o motivo que for. Essa história de “só a missão importa”, não dá. Essa banalização de missão precisa ser muito analisada, já que missão sem formação pode ser um desastre.

         Por isso peço que tenhamos ardoroso zelo pela formação da RCC nesta diocese.

1 – CONCEITO

1.1        – Ministério de Formação

Primeiro é preciso que tenhamos certa visão do que é ministério. Ministério é uma “forma de servir a comunidade”. Mas nem todo serviço é ministério, mas todo ministério é essencialmente um serviço. Também um ministério precisa ser sustentado por um carisma. A palavra carisma, de origem grega significa “dons da graça ou dons gratuitos”. Paulo usa a expressão “pneumáticos”, para dizer dons espirituais. Ele enumera uma serie de carismas (Rm 12,6-8; 1 Cor 12, 8-10). Já na carta aos Efésios 4, 11-12 enumera cinco ministérios base: A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo.

         O ministério dos mestres está neste contexto. É aqui que está o Ministério de Formação. A formação na RCC é aquisição de novos conhecimentos, é a nossa dimensão catequética, formativa, de instrução. Visa atingir o intelecto e depois o coração. É uma etapa posterior a “evangelização fundamental” ou querigmatica que realizamos nos Seminários de Vida Nova e nas Experiências de Oração.

1.2        – Objetivo Geral:

“Semear a cultura de pentecostes a partir de uma formação sólida que façam com que os membros da RCC cresçam na caminhada, buscando viver a unidade, preservar a identidade e exercer a missão”.

1.2.1   – Objetivos específicos

·         Fomentar uma formação sólida;

·         Criar oportunidade de crescimento na graça e no conhecimento aliados à uma qualidade de ensino e aprendizado, dinâmico, eficaz e produtivo;

·         Oferecer meios de aprofundamento da fé, da doutrina cristã, capacitando participantes a responder os diversos desafios da sociedade na atualidade contemporânea;

·         Preparar lideranças da RCC para exercer seus ministérios específicos nos Grupos de Oração, levando em consideração seu chamado, seu carisma, sua aptidão, suas experiências;

·         Resgatar, reacender, aprofundar e guardar a identidade e o carisma da RCC.

1.3        – Metas

     I.        Formar o núcleo de Formação Diocesano – este será um fórum de estudo, reflexão, avaliação da formação diocesana. Também prestara auxilio formativo quando for necessário. Este núcleo deverá se reunir pelo menos trimestralmente.

   II.        Criar em todos os Grupos de Oração o Ministério de Formação – com pessoas do GO que tenham experiência e o carisma de formador. Sendo que cada GO fará um cadastro dos Formadores.

 III.        Realizar a Formação de Formadores por Distrito – A apostila de Formação de Formadores será realizada a nível distrital em primeiro momento e depois em cada GO.

 IV.        Implantar em todos os GO o Grupo de Perseverança – Neste caso iremos fortalecer os que já existem e apoiar a criação dos GPs onde ainda não são realizados.

   V.        Implantar a Escola de Formação Permanente em todos os GO – a formação deve chegar na base da RCC que são os Grupos de Oração.

 VI.        Realizar anualmente um “Aprofundamento Formativo” a todos os formadores diocesanos – Juntamente com o Conselho diocesano discernir como será feito este processo na diocese e conteúdos.

VII.        Criar material didático para auxiliar os GP – até que tenhamos um material a nível nacional nossa meta é produzir alguma forma de material pedagógico aos GP que também deverá ser discernido pelo Conselho Diocesano.

1.4        – Escola Permanente de Formação – EPF

A princípio é bom não confundir a EPF com o GP, ambos estão na mesma esfera formativa, mas com tarefas diferentes.

O objetivo da EPF é que a formação chegue ao mais próximo do GO, sendo que o ideal é que cada um tenha a sua escola de formação. Chama-se de “permanente” pois a formação é sempre contínua, sistemática, orgânica e dinamizada. Turmas vão saindo e outras vão chegando. É de fato como uma escola civil. Por isso, precisa ser bem planejada pedagogicamente. Mas não devemos esquecer que é uma formação “carismática”, não é somente algo reflexivo ou cognoscível, intelectualizada, mas também dinâmica, experiencial.

Em nossa diocese a meta é “formar, organizar e equipar EPF em todos os Grupos de Oração”. Para isso se faz necessário que tenhamos “equipes de formadores” em cada GO. Assim é que em breve organizaremos pelo site da RCC um cadastro de formadores.

1.5        – Ministério de Formação no GO

1.5.1   – Objetivo: O ministério de formação no GO tem como objetivo da “instrução, catequização, educação, ensino, em uma palavra: O discipulado”. Este processo é orientado para os membros efetivos e afetivos da RCC que já tenham passado pela evangelização fundamental ou primária, o “Querigma”. Entende-se por instrução a etapa seguinte da evangelização profética, chamada de catequese (referente a Doutrina, a Moral, Liturgia, Teologia, Cristologia, Mariologia, Dogmática, Bíblia, Missão, Eclesiologia).

1.5.2   Função: Levar, conduzir, Formar, Instruir, Equipar os membros do GO ao “amadurecimento da fé e a vivencia profunda da vida carismática”.

1.5.3   Como se realiza?: Dá-se mediante ensinos de finais de semana ou dias ou noites de semana, de maneira organizada e planejada, em forma d encontros ou aulas, com o devido discernimento do núcleo de serviço do GO juntamente com o ministério de formação.

1.5.4   Formadores: No GO o coordenador é formador nato, além dele devem ter outros com o carisma do ensino, que irão compor o Ministério de Formação, tendo por sua vez um coordenador. São estas responsáveis por todo o ensino ministrado no GO, no GP e na EPF.

1.5.5   Participantes da Formação: do modulo básico a formação é destinado a todos os que se sentirem chamados e que já tenham passado pelo SVE ou Experiência de Oração. Os outros módulos são específicos para os serviços existentes na RCC.

1.6        – A estrutura do Ministério de Formação Diocesano.

1.6.1   Núcleo de Formação Diocesano: Se trata apenas da comunhão dos formadores diocesano, cuja missão é reunir-se para avaliar, refletir, planejar, assessorar o processo formativo. Sua composição é feita por irmãos e irmãs vindos dos GOS. Além claro dos coordenadores distritais de Formação, dos Coordenadores Paroquiais (onde houver). O Ministério de Formação tem que funcionar na base da RCC que são os Grupos de Oração. É preciso que tenhamos sensibilidade a isso.

 

1.7        – Grupo de Perseverança – GP

É preciso fortalecer a unidade na RCC, contudo a unidade mesmo não sendo uma uniformidade é fundamental em todos os aspectos. Neste caso especifico dos Grupos de Perseverança, devemos começar o processo implantar este serviço nos Grupos de Oração.

Sabemos que o Grupo de Oração tem três etapas: Núcleo de Serviço, Reunião de Oração e Grupo de Perseverança. Estas três ações ou atividades formam o Grupo de Oração. Se faltar uma destas atividades o GO não é completo. É por isso, devemos com certa urgência começar o processo de implantar os GPs de formar correta. Como o próprio nome diz é “perseverança”. É para dar consistência, Constancia e firmeza aos que após receberem o primeiro anuncio desejam perseverar “na doutrina dos apóstolos, no partir do pão e nas orações”. Por isso, o GP é um grupo fechado, onde se reúnem pessoas que já receberam o Querigma, pois é neste ambiente que se promove o crescimento, a maturidade e a formação. 

Devemos lembrar também, que é no GP que começamos a descobrir e preparar novos servos, líderes de ministérios. Se essa etapa é rompida então teremos pessoas ocupando ministérios sem a devida formação e crescimento. É no GP que iremos lapidar e trabalhar as características dos novos servos. Não se trata de “impor” a ninguém a formação, mas incentivar, convidar, orientar e aconselhar que quem deseja servir, não basta apenas boa vontade.

O GP deve se reunir em horário e dia diferente da Reunião de Oração. O GP deve antecipadamente ser preparado e discernido. Ter uma equipe responsável de formadores, que assumam a missão de realizar os estudos, a oração, a partilha e o uso dos carismas. O GP é o lugar do conhecimento, da fraternidade, do acolhimento, do pastoreio.

Todos que forem ao GP devem participar da Reunião semanal de Oração. Lembrem disso: Não se deve substituir o GP pela reunião de oração e vice – versa. Cada etapa é uma etapa.

Brevemente estaremos trabalhando para que tenhamos pelo menos um roteiro de formação para os GPs diocesanos. Mas, se pode pensar assim:

1       Momento inicial com cantos

2       Oração e exercício dos carismas

3       Instrução

4       Avisos

5       Oração final

6       Breve momento de saudação.

 

QUE DEUS NOS ABENÇOE.

 

Robson Macias

Servo do Ministério de Formação Diocesano


[1] Documento 62 da CNBB, Missão e Ministérios dos Cristãos Leigos e Leigas, 175

Somos chamados a obedecer a uma visão de Deus. No campo da formação cristã, o Senhor tem nos atribuído já alguns anos o ministério de discipular. Desde de 1991 estamos atuando na RCC de Irituia, cidade de 35 mil habitantes, no nordeste do Pará. O Povo de Deus que aqui reside pertence a igreja peregrina da Paróquia Nossa Senhora da Piedade. Somos católicos, pertencentes a Espiritualidade Carismática, que a 20 anos está trabalhando pela santificação do povo de nossa comunidade apostólica.

Se você é alguém que deseja conhecer a Deus e a fé da igreja seja bem vindo. Desfrute do amor e da unção poderosa do Espírito Santo.

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